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Seus problemas acabaram! A solução para as queixas dos técnicos sobre o calendário

            
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras.                                                  Foto: Site do Palmeiras/Reprodução


Artigo de Paulo Matuck
sitefutebolemuitomais@gmail.com


Começou a ladainha.

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, e Filipe Luís, ainda novato na profissão, mas já no comando do Flamengo, abriram a temporada de críticas ao calendário do futebol brasileiro.

As queixas, ainda que leves, foram feitas para justificar o revezamento, considerado exagerado por muitos críticos nas escalações das equipes.

Porém, pode se preparar. À medida que os dias forem passando, as derrotas chegando e os cargos dos treinadores estiverem ameaçados, as reclamações irão aumentar em número, tom e agressividade.

Os técnicos não estarão sozinhos. Analistas e torcedores ecoam as lamentações. Parece que realmente há um problema no calendário do futebol nacional.

Batalha é contra inimigo inexistente

Esse é o centro da questão. Não há nenhum problema na agenda.

Problema você tem quando sua descarga começa a vazar. Então, fecha o registro, comprar um reparo na loja e estanca o vazamento. Resolvido.

No caso do calendário do futebol no Brasil, ninguém se move para modificá-lo. Jogadores e técnicos não fazem greve exigindo mais tempo entre as partidas. 

Os cartolas, então, muito menos. Afinal, quanto maior o número de jogos, mais dinheiro entrando em caixa. Seja com a arrecadação da bilheteria, seja com a venda dos direitos de transmissão.

Logo, se não há inimigo, qual a razão de combatê-lo.

Fazendo a engenharia reversa. Se não há motivo para consertar uma questão, é por não existir problema.


A agenda do futebol no país é assim desde o início dos tempos.

Diz a lenda que quando Noé passou com sua arca na região de Caxias do Sul, percebeu alguma movimentação no estádio Alfredo Jaconi. Estava sendo disputado um CaJu. Por falta de datas, o clássico foi realizado mesmo com o dilúvio.

Noé e alguns animais até desembarcaram da arca para assistir alguns momentos do confronto. Porém, desanimaram com a peleja e retornaram para arca.

Nem todos.  Alguns animais se distraíram com o jogo e perderam a hora. Está, explicada, assim, a falta de unicórnios no planeta.

Filipe Luís, técnico do Flamengo.   Foto: Gilvan Souza/site do Flamengo

Porém, para quem acredita que realmente há um problema em relação ao número de jogos no Brasil, considerado excessivo, existe a solução.

Basta ir trabalhar no Azerbaijão. Lá, os treinadores têm tempo suficiente para tornar suas equipes em máquinas produtoras de vitórias.

A divisão de elite do país recebeu o nome de Premier League, assim como na Inglaterra. Conta com apenas dez times.

É disputada no sistema de pontos corridos. Turno e returno. E mais um turno e returno para preencher as datas que sobram. São duas partidas de ida e volta contra cada adversários.

Os quatro turnos totalizam 36 rodadas. Menos que as 38 do Brasileirão.


Copa do Brasil é o triplo da do Azerbaijão


A Copa do Azerbaijão começa no estágio de 16 avos de final. Mesmo somando as equipes das outras divisões, não há times suficientes para alargar o torneio.

No total, do começo da estrada até o título, são quatro partidas. Isso considerando-se a entrada do time na primeira fase. Alguns têm o privilégio da estreia tardia.

Na Copa do Brasil, a caminhada até o troféu contabiliza 12 jogos para os times que largam no estágio inicial. O triplo de partidas da Copa do Azerbaijão.

Vida é curta nos torneios internacionais

Outra vantagem de treinar um time do Azerbaijão é não precisar se preocupar muito com torneios internacionais. Afinal, mesmo aqueles que vão bem na liga nacional e conseguem a classificação, têm vida curta na disputa. Geralmente, caem ainda nas eliminatórias.


Os times de ponta do Brasil têm o hábito de realizar caminhadas bem mais longas, seja na Copa Libertadores da América ou mesmo na Copa Sul-americana.

Algo que parece exaustivo para os treinadores que atuam no país.

Mudança de emprego requer aceitar salário bem menor

Para eles, contudo, há um problema na troca do Brasil pelo Azerbaijão.  Lá, os técnicos ganham muito menos.

Nas bandas de cá, contam com salários altíssimos. Os que estão em times de primeira linha e grande torcida, como o caso de Abel Ferreira e Filipe Luís, recebem salários que superaram comandantes de empresas com milhares de funcionário.

Diante da realidade, seria interessante que parassem de reclamar e encontrassem soluções. Afinal, ganham - e muito bem - para isso.

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