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Seleção brasileira vive a Síndrome de Huguinho, Zezinho e Luisinho

       
Huguinho, Zezinho e Luisinho, personagens da Disney.                                         Imagem: Reprodução


Artigo de Paulo Matuck


Seu time tem três centroavantes.


Contudo, o técnico, conservador, só utiliza um na equipe.


Na partida de estreia, Huguinho foi escolhido como titular. Zezinho ficou no banco. Luisinho nem foi relacionado.


No jogo, pouco pode fazer em um sistema predominante defensivo. Foi vaiado pela torcida. Os fãs pediram Zezinho.


Preocupado em preservar seu emprego, o técnico atendeu o pedido. Escalou Zezinho como titular no jogo seguinte.


Não ficou só nisso. Colocou Luizinho no banco de reservas e, com o argumento de preservar o atleta, nem listou Huguinho para o jogo.


Adivinhe? Não deu certo. O time, acuado na defesa na maior parte do jogo, não ofereceu oportunidades para Zezinho.


A reação da torcida não surpreendeu. Vaiou o atacante e pediu a escalação de Luisinho.


Com seu emprego ainda mais ameaçado, o treinador não quis correr o risco de deixar os torcedores irritados antes mesmo de o jogo começar.


No jogo seguinte, colocou Luisinho como titular. Huguinho ficou no banco. Zezinho assistiu ao jogo das tribunas.


Durante a partida, sem que Luizinho fosse capaz de colocar a rede para balançar, os torcedores começaram a cantar pedindo a entrada de Huguinho, execrado há pouco tempo.


Os torcedores da seleção da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) vivem um momento de ilusão. Acreditam que com a entrada de Neymar, o time comandado por Dorival Júnior dará um salto de qualidade.


Dorival Júnior, técnico da seleção brasileira.                                        Foto: Site da CBF/Reprodução


Motivos, para isso, não existem. O atacante, que agora está no Santos, disputou duas Copas do Mundo e três Copas América. Em nenhuma delas a seleção canarinho chegou ao título ou conseguiu apresentar um grande futebol.


Neymar recebeu muitas críticas, especialmente por se jogar ao chão em qualquer situação que lhe permitia tentar cavar uma falta ou um cartão para o adversário. Seu nome foi dado até mesmo àquele aspirador robô que fica rodando na tentativa de limpar o chão.


As queixas, contudo, foram abafadas pela multidão de seguidores que o atleta, que ultimamente tem atuado quase exclusivamente como influencer.


A memória curta fez com que sua convocação fosse entendida como fundamental para a melhora da seleção brasileira após um começo muito abaixo das expectativas nas eliminatórias sul-americanas para o Mundial de 2026, que contou, inclusive, com a participação de Neymar.


Diante desse cenário, Dorival Júnior, que de acordo com informações de bastidores da CBF veiculadas pela imprensa balança no cargo, cedeu.


Para ele, Neymar certamente seria uma tábua de salvação. Independentemente do resultado dos jogos contra Colômbia (casa) e Argentina (fora) pela rodada dupla de duelos pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2026, o jogador seria o protagonista.


No caso de vitórias, seria considerado o responsável pelo início de uma trajetória de ascensão. Em caso de derrotas, o papel de culpado se encaixaria no atacante.


Em qualquer dos cenários, Dorival Júnior ficaria assistindo de longe, discretamente. Sem holofotes, a possibilidade de manter o emprego certamente seria maior.


Porém, sem Neymar, Dorival Júnior estará obrigado a mostrar serviço. Algo que não conseguiu no pouco mais de um ano que permanece à frente da seleção.


Falta de jogadores não é um problema. O treinador tem em suas mãos Vinícius Júnior, que na temporada passada foi considerado o melhor do mundo. Não está sozinho, ao seu lado joga Raphinha, que é cotado para ganhar o prêmio de melhor do planeta na temporada atual.


Além deles, há outros atletas de alto nível. O goleiro Alisson, que há muito tempo é considerado um dos melhores do mundo na posição, o zagueiro Murillo, que brilha no Nottingham Forest, Estêvão, a revelação do Palmeiras que tem encantado público e crítica.


Não é pouco. 


Porém, dentro de campo, o time canarinho produz pouco.


Por isso, espera por um salvador da pátria.


A Síndrome de Huguinho, Zezinho e Luisinho tem em Neymar o protagonista. 


O atacante, que em seus melhores momentos não passou de coadjuvante de atletas como Messi e Mbappé, é a grande esperança de levar o Brasil à conquista da Copa do Mundo de 2026.


Entretanto, se conseguir chegar em condições físicas para o Mundial de Estados Unidos, México e Canadá, sem entregar o título, será novamente o condutor do fracasso estabelecendo um recorde no quesito jejum de títulos. 


Seria a sexta Copa do Mundo sem levantar a taça. A marca anterior era de cinco Mundiais, quebrada em 2002 com a dupla Ronaldo e Rivaldo, que recentemente foi menosprezado por Neymar. Em entrevista, o atacante do Peixe disse que seria titular naquela equipe ocupando o lugar de Rivaldo. Só mesmo em seus sonhos.

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